21 de xul. de 2022

REGATA DO CARMEN... MAIS MULHERES!


Abrimos a crónica aplaudindo as cinco mulheres dorneiras que participarom este sábado na regata do Carme de Ribeira: Lara Bermo na Fiúza, Natalia Suárez na Tixosa, Carmen Gude na Praia das Carolinas,  Samanta Romay na Pedro Madruga e Íngrid Valero na Moura. 

 

Nas regatas de primavera do Lajareu tivemos este ano várias novas marinheiras com mui bons resultados e mesmo postos de pódio. Parabéns a todas e aguardamos não só que continuem, senão termos muitas mais nas vindeiras competições.



Desde um par de horas antes da saída foi-se arremuinhando a marinheiria arredor do galpão do Lajareu e a rampla. Faziam os últimos arranjos co olhar curioso da vizinhança de Ribeira e os veraneantes que andavam no passeio das Carolinas.

Desenvolveu-se a prova com mui boas condições de vento, soprando umha brisa moderada de NW (melhor do que davam os partes), e a tarde de verão era agradável e afastada da vaga de calor que zoupava polo interior do pais. 


 



Na linha se saída situada em Coroso, são 13 as dornas que iniciam a regata cara a boia de desmarque.  A primeira em superar a boia é a Ardentia, praticamente à par da Zoa, umhas esloras por detrás co vento de aleta que portaba o bordo, aproximavam-se a Xaimiña, a Abuelo Tucho, e a Teis; e o resto a seguir.

O percorrido acordado polo comité de regatas era a passar o sinal do Lajareu por babor, o Camouco por babor, para depois remontar o vento do São Alberte para deixar de novo a boia de Coroso por babor também.  Assi duas voltas ao triângulo.

 


Na virada por popa do farol vermelho do Lajareu, resolve limpo e claro a Ardentia de primeira, deixando a Zoa umha eslora por popa.

Depois quadra-lhes umha virada de alta tensão rozando o faro, praticamente a abarloar, a Sandra, a Xaimiña (que o fixerom malhado!) e a Abuelo Tucho, as três a um tempo. Resolvem sem incidentes.  

 


 
Na bolina do Camouco cara a boia de Coroso hai escora e vem-se tábuas de par de quilha.  Os e as tripulantas a fazer banda cum vento que fora subindo desde a saída até aos 15 nós, com refachos perto dos 20 nós. Facilitou que não havia mar de fondo. 



A Zoa de Charly e Carlos situa-se em cabeça com afouteza desde a primeira volta,  mantendo o posto até passar categóricos de primeiros pola linha de meta. Segue-os com rumo firme a Ardentia, num fabuloso segundo posto acadado por José Maria à canha, e Juan Fontaiña ao teste no seu primeiro ano de regatista. A Xaimiña co Jaime júnior a governar e o sénior na proa, entra num meritório terceiro posto co seu correspondente troféu.



A Abuelo Tucho, vinda desde Cambados, fixo umha mui boa regata mantendo-se sempre nos primeiros postos, e entrando finalmente de quarta. Damos-lhe a bemvida ao Álvaro e o Santiago e o agradecimento por virem desde a outra extrema da ria.

A Teis e a Papoula disputam com emoção a entrada em quinto e sexto posto, respetivamente, pola diferencia do pichón, medida pola "foto-finish" do juiz, José Maria.

 



As incidências forom leves e sem danos persoais. A Volandeira não finalizou por rotura do pau. A  Áncora, com Samanta e Marcos metia auga como um cesto por levar toda a tempada sem ir ao mar, e depois da saída fixerom equipe com Júlio, indo os três na Pedro Madruga, que fixo o esforço de vir desde a Arousa, cousa que agradecemos muito. A Moura não finalizou na linha de meta, por que coa tarde agradável que fazia, o Suso, a Ingrid e o Baio decidirom continuar outros rumos a desfrutar da ria.

 

CLASSIFICAÇÃO

  1. Zoa
  2. Ardentía
  3. Xaimiña
  4. Abuelo Tucho
  5. Teis
  6. Papoula
  7. Sandra
  8. A Fiuza
  9. Tixosa
  10. Praia das Carolinas
  11. Pedro Madruga
  12. Moura (DNF)
  13. Volandeira (DNF)


Tabela oficial:



Foi umha mui boa regata que se desfrutou antes, durante e depois. Bom ambiente, e pouco a pouco recuperando a atividade de sócios de sempre do clube e novas persoas que se achegam também para iniciar atividade. 

 

 

O serão rematou coa entrega de troféus,  petiscos e convívio no local do Lajareu.

 

De seguido o álbum de fotos e vídeos da regata feitas polo juiz, José Maria, que aparte de atender as normas de regata e dar apoio co seu marinheiro Bruno, fai-nos umhas mui boas fotos e vídeos. Revisai o álbum que está mui bem!!


Album fotos/vídeos Regata do Carme 2022

Lembramos o convite aberto a todo o mundo das dornas para a travessia a Palmeira e convívio dorneiro para o 3 de setembro.
 

14 de xul. de 2022

REGATA DO CARME - LEMBRETE




REGATA DO CARME DO LAJAREU

  • Data: Este sábado dia 16 de julho
  • Hora saída: 16:30
  • Porto: Ribeira. Zona galpão Lajareu (náutico/Coroso)
  • Inscrição: Folha web (premer aqui)

Anúncio de Regata


Parte meteo:

10 de xul. de 2022

ANÚNCIO DE REGATA DE DORNAS - O CARME 2022 LAJAREU

Este sábado 16 de xullo, às 16:30, disputa-se a regata do Carme de dornas a vela do Lajareu. Vai de seguido a folha de inscrição e o anúncio oficial da regata.


INSCRICIÓN

Folha de inscrição (premer aqui) 


ANUNCIO DE REGATA




Podes descarregar o anúncio em pdf aqui: Anuncio de Regata do Carme 2022


Animamos a todas as tripulações e clubes de dornas a se achegarem por Ribeira para participar nesta regata e passar umha boa jornada de mar e de vela tradicional.





24 de xuño de 2022

QUE É UMHA DORNA? VOLTA À AROUSA E BREST

Hai 14 anos disputava-se a volta à Arousa com 44 dornas participando. Cento cinquenta persoas representavam a Galiza no festival marítimo de Brest 2008 nessas mesmas datas, e o nosso patrão, Suso da Moura, co galho destes eventos contava-nos isto que todo o mundo deve saber sobre as dornas:

 


Para a tarde de manhã temos umha previsão de ventos de componente W duns 12 nós, e céu agradável com sol e algumha nuvem, para a senlheira competição de dornas, a volta a Ilha da Arousa.

Ali estaremos!! 


 

Gracinhas ao Palemriam dos Patexeiros por resgatar este documento, mui acaído em vísperas da Volta à Arousa.

19 de xuño de 2022

O PASAIA ITSAS FESTIBALA 2022

 

 

Víamos hai umhas semanas desde o clube Lajareu, recalar a goleta “Oosterschelde” na abra de Ribeira. Ía caminho do Festival Marítimo de Pasaia na segunda edição. A goleta holandesa de três paus e 50 m de eslora foi construída em 1918 e tem porto base em Rotterdam. Foto de Adelino Formoso.

 

 


 

Depois, a Oosterschelde foi ancorar a Rianxo para aguardar um par de dias a entrada de ventos portantes do Sul. Recebeu-na nesse porto o companheiro Xoan Silva, atual patrão da Goleta Evangelina, com dous paus e 18,7 m de eslora, construída no Freixo em 1912, que loze restaurada polos estaleiros Catoira coa sua fasquia original no seu porto base de Rianxo. Vemos a derrota que nos passa Fran Lijó e as fotos de Xoan desde a goleta Evangelina.

 


 


Finalmente a Oosterschelde iça velas e deixa a ria da Arousa. A isto está mui atento outro marinheiro do Lajareu, o Carlos Ruano, que capta a instantânea co seu telescópio, precisamente a piques de enfilar o seu passo polo canal co sinal do Lajareu ;-)

 

 

 

Nesses dias o volanteiro Piueiro da Guarda andava a passar o cabo Fisterra, também rumo a Pasaia. O Piueiro, com 12,4 m de eslora e 105 m2 de vela, foi construído na carpintaria de ribeira de Camposancos co galho do encontro galego de embarcações tradicionais na Guarda em 2018. Havia mais de 100 anos que estes volanteiros a vela não navegavam pola nossa costa.

A aventura do Piueiro atravessando toda a costa galega e a costa cantábrica, chegou a bom porto e os 12 tripulantes, co patrão Tito à fronte, entravam às seis da tarde do dia 26 co resto da frota pola boca da ria de Pasaia no ato inaugural. Encaminha-nos esta foto Fran Lijó que andava em augas do golfo Ártabro e avistarom o seu passo na travessia de volta à Guarda.

 

 
  
 
 
Por mar foi também da Galiza a dorna  “Irmandiña”, do Grobe, que cos seus 9,5 m de eslora e umha tripulação mui rodada nas viagens polo golfo de Biscaia, em poucos dias completou a singradura de 390 milhas que separam O Grobe de Pasaia. Na foto vemo-la na linha de ancoragem de Pasaia a carão da dorna Aux Evangelina que ondeia a bandeira do nosso clube Lajareu por Barlovento.
 

 

Na navegação de entrada estavamos também o Xoan e mais eu na dorna polveira “Aux. Evangelina” fazendo parte da frota de 10 embarcações que desprazou CulturMar este ano a Pasaia.  Velaí a tendes nesta foto que nos passa Martin Casanova.

 

 



O prato forte do festival são os grandes veleiros clássicos que se podem visitar. Este ano, entre outros:

  • A “Oosterschelde” (50 m), goleta de 3 paus de Rotterdam,
  • A “Marité”  (45 m), goleta de 3 paus de Normandia,
  • La Recouvrance” (42 m) goleta de 2 paus de Brest,  
  • O “Ring Andersen” (35 m), ketch escandinavo de 2 paus de Newport, USA,
  • A “Atyla” (31 m), goleta de 2 paus de Bilbao,
  • A “Shtandart” (26 m), fragata de 3 paus de San Petersburgo (Rusia), repudiado por Putin e com proibição de atracar no pais polo capitão não concordar coas políticas do presidente, polo que nos contarom... Levava tripulação russa e ucraniana.  Andava a rodar umha nova película de Amenábar.
 
Ainda que estes clássicos são o grande atrativo de Pasaia, junto cos concertos de música; a estampa e o ambiente marinheiro mais enxebre cria-se coas mais de 100 pequenas e medianas embarcações e as suas tripulações vindas da Bretanha, de Catalunya e as Baleares, da Galiza, de Irlanda e outros lugares e do resto dos portos de Euskalherria.  De seguido um video tipo Tik-tok do Xoan onde num pestanejar alvisca-se o que tal ali acontecia ;-)



 
 
A delegação galega organizada por CultuMar sempre é mui bem acolhida na ria de Pasaia. Como sabedes, Trintxerpe, um dos distritos de Pasaia, e umha dessas quintas províncias galegas, e como na edição anterior, ficamos abraiados coa cheia de gente que fala galego alí, mesmo de segundas e terceiras gerações. É  talmente como se estivesem a vivir em Marin, na Arousa ou Malpica. Conta-no-lo Pepe Sacau (Presidente de CulturMar), no artigo Quinta Província, do jornal Nós. onde fai crónica do encontro.


O espetáculo das dornas a fazer viradas remontando o vento do Norte pola canle entre Donibane e San Pedro, no meio dos bateis, das trainhas e o resto das embarcações mantinha à espreita o público que se arremuinhava nas beiras da ria. (Foto Martin Casanova)
 
 


 

 

Também no jantar e a ceia, o grupo galego, que cos achegados, podia passar facilmente de 70 persoas, bem equipadas com gaitas, tamboril, pandeiretas e vontade de troulear, argalhavam num plis plas a foliada na que se viam envolvidas todas as nacionalidades presentes. Cumpre destacar o trabalho da ONG, Zaporeak, de ajuda aos refugiados que organizavão o serviço de comedor espetacularmente bem.

 

 

ÁLBUM ESCOLHA DA NOSSA PARTICIPAÇÃO EM PASAIA 

 

ÁLBUM RESUMO DO PASAIA ITSAS FESTIBALA 2022


Premendo tendes este álbum com fotos nossas e também algumhas que nos cedeu Martin Casanova da associação fotográfica “O Olláparo” de Boiro, entre outras. Podedes ver os translados por terra, as manobras em Pasaia cos guindastres, a densidade de barcos na ria de Pasaia, mesmo o passo de cargueiros que em determinados momentos entravam e saiam, os avances no galeón San Juan na Albaola Faktoria, arte urbana, as trainhas modernas, a xoldra, e muito mais...  ;-)